quarta-feira, 19 de maio de 2010

Esquisito, né?

Me peguei pensando numa coisa hoje.
Quando eu tinha 15, 16 anos, a maior tragédia que podia acontecer é lerem meu diário. Aquela agendinha da Pakalolo ou da Sol e Vento que todo mundo tinha, sabe? Eu comprava e tentava escrever com frequência só pra dizer que tinha um diário. Para não ter meus segredos descobertos, às vezes eu escrevia na língua do Tênis Polar. Uma coisa muito infância anos 80.
Invariavelmente, alguém achava o diário e sempre descobria como ler nesse código (manha demais). E era sempre o FIM.
E hoje o legal é ter seu diário aberto. Todo mundo quer ser lido, ser visto e ter comentários.
Sim, estamos vivendo a época máxima do voyerismo e do egotrip.
Sinal dos tempos.

Aninha

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