Começou o maravilhoso mundo das caixas de papelão. Dos empacotamentos em série e do exercício diário ao desapego. Jogar fora o que não usa, doar o que pode ser útil para alguém e deixar muitas das suas coisas guardadas numa caixa feia e sujeitas a baratas toda sorte de intempéries por tempo indeterminado. Faz parte.
Já estou convencida de que preciso exercitar o lado zen mais do que nunca, porque mudança de cafofo, construção e preparação de viagem para o exterior juntos não é mole.
Tem dia que só quero saber de ler Arquitetura e Construção e Casos de Casa. Fico pensando em porcelanatos, planta hidráulica e a quantas anda o milheiro de tijolo.
Daí no outro dia acordo lembrando que preciso imprimir o mapa do Louvre e descobrir como chegar do aeroporto ao hotel gastando a menor quantidade de Euros possível.
Mas também tem dias que me desespero em pensar onde vou guardar minhas travessas e refratários. Sim, aqueles que não uso nunca, mas que toda boa dona-de-casa tem. Botar aonde meu Deus?? (sem piadinhas heim!)
Só torço para que quando chegar o fim disso tudo ainda tenha sobrado algum fio de cabelo.
Vida adulta, oi, cheguei.
Aninha



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