quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Querido Diário,

Há dois meses mudei de área na empresa e mudanças consideráveis ocorreram. Na época cheguei até escrever um post pra exaltar a minha pessoa e esfregar na cara da sociedade que, além de linda e esfuziante, sou competente e passei num processo seletivo super criterioso e com louvor. Durma com um barulho desses, você, querida recalcada.

Mas deixei pra lá, mal consigo postar notícias sobre meu pré-natal. Enfim. Mudei de área, de prédio, de andar, de função, de carga horária. Agora trabalho seis horas felizes, o que será importantíssimo quando eu retornar na licença maternidade.

Mas, adivinhem? Nem tudo são flores.
A área nova é extremamente técnica e diferente de tudo que já trabalhei nesses 8 anos de firma. A lista de vocabulários, termos, normas, sistemas, é enorme. Tudo muito novo pra mim, me senti começando em uma nova empresa.

É claro que isso é ótimo para qualquer profissional, afinal, arejar a cabeça com novidades e expandir os horizontes sempre é válido.

O problema é o momento. É o pior momento possível.
Eu simplesmente não tenho cabeça pra nada, nem pros assuntos antigos, quiçá para os novos.

Não consigo me concentrar, focar, aprender. Estou no sétimo mês e minha vida vai mudar completamente em poucas semanas. Difícil pensar em outra coisa.
Complicado não passar o dia listando mentalmente tudo que ainda preciso organizar, comprar, decidir.

Pra entrar no ritmo da área nova eu precisaria me dedicar bastante.
Estudar, ler muito.
O caminho que tenho a percorrer até estar completamente familiarizada com o assunto é razoavelmente longo.

E posso ser honesta? Não tô afim. Não tenho cabeça pra isso agora.
Prometo voltar com sangue no zóio pra alavancar lucros nunca dantes alcançados, mas ó, me deixa não querer aprender nada agora.
Não tá rolando.

Devo ser apedrejada?


Aninha

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