Hoje faz dois anos que o Ricardo tomou a decisão de adotar aquele vira-lata que apareceu no trabalho dele, perdido e com fome.
Toda vez que lembro do bilhete que ele me deixou deixou no dia que trouxe o Billy pra casa, meus olhos enchem de lágrimas na hora.
Ele dizia "tomara que você goste dele, porque tenho certeza que ele vai gostar de você".
Ricardo tinha aula no cursinho e deixou o Billy na nossa casa sozinho por algumas horas, até eu chegar do trabalho.
Eu estava ansiosa para conhecer o cãozinho, mas achei que quando eu entrasse em casa ele iria me estranhar e latir. Abri a porta, ele estava no sofá. Me olhou e... abanou o rabinho! Amor à primeira vista.
E assim ele foi, aos poucos, dia a dia, conquistando meu coração de um jeito que nunca tinha acontecido. Amo todos os cachorros que já tive, mas o Billy é diferente. Digo sem culpa que ele é especial. Eu me derreto pro ele, eu o amo demais. Costudo dizer que é minha alma-gêmea canina. Nem sei se é normal amar tanto assim um cachorro, mas eu não ligo. Ele me retribui, demonstra que é recíproco. Ele me ama muito também.
Meu amor pelo cães não vai diminuir com a chegada do bebê. Nem ficarão de lado.
"Ah, quando seu bebê chegar você vai desapegar dos cachorros". Não. Esse amor não é causado pela ausência de filhos.
Eu nasci assim, sempre gostei, sempre respeitei. Ainda bem que sou assim.
Porque eu tenho absoluta certeza que aqueles que conseguem captar toda a essência e a importância de um animal são muito mais felizes.
Aninha


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