segunda-feira, 6 de junho de 2011

Fome

Minha relação com a fome mudou completamente. Não estou morrendo de fome, ainda. Achei que comeria o mundo, mas nem. Tô tranquila, comendo normal. Não tão saudável quanto deveria, mas normal, tentando evitar a Coca (sofrimento), fast-foods, etc. Aquilo que todo mundo sabe.

Mas o que mudou muito é que agora meu corpo manda em mim. E se ele diz que tenho que comer, é melhor obedecer. Todas as vezes que fingi não ouvir meu estômago, passei muito mal. Muito mesmo, chegando a quase vomitar.

Meu médico explicou que são os sintomas da hipoglicemia, e que em casos mais graves pode levar a desmaio.

Um dia passei tão mal que cheguei ao restaurante, peguei o primeiro saleiro que vi na frente e joguei muito sal na boca. Não adiantou nada, porque meu problema não era pressão baixa.

Foram nesses momentos de desespero que entendi que tenho que escutar e seguir à risca o que meu corpo está pedindo. Ele é mandatório. E por isso, estou me policiando pra nunca sair de casa com uma boa reserva de lanches na bolsa.

Nesse fim de semana fui ao salão passar uma tarde de mulherzinha e virar um ser humano novamente. O salão tava aquele inferno, muita mulher por m², calor, barulho, atraso no atendimento. Fiquei horas lá. Prevendo isso, levei suco e um pedacinho de bolo que comprei na loja ao lado. Mas não foi suficiente, e lá pelas tantas, sem almoçar e com o cabelo cheio de papel laminado, comecei a passar mal e sentir tonturas. Já sem um pingo de bom humor, pedi para acelerarem o meu atendimento, senão eu ia cair como jaca mole no meio do salão e seria um escândalo. Preocupada, a dona me arrumou umas mixiricas, que segurou a onda por pouco tempo. Ela fez a pior escova da minha vida e me liberou. Saí correndo a procura de qualquer fonte de carboidrato.

Coisa de louco, gente. Outra empreitada dessa, só com o supermercado inteiro dentro da bolsa.

Bebê tem fome, bebê manda. Sou apenas coadjuvante nessa história.
E essa foi a lição da semana.


Aninha