sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sou amada

A mudança no tratamento das mulheres comigo é uma coisa espantosa. Sempre soube do processo de "santificação" da mulher grávida, já vi vários casos. A grávida é linda, sublime, iluminada. 
Nunca achei, deixo bem claro.

Conheço mulheres que quando grávidas se valeram da condição pra aprontar várias armações com uma turminha do barulho (ai que Sessão da Tarde!). Danadinhas que só!

Mas parece que rola todo um sentimento de fraternidade entre grávidas e não-grávidas. As mulheres se solidarizam e uma simpatia jamais detectada surge num passe de mágica. Agora elas me amam, me abraçam, tocam minha barriga, e gente, o mais esquisito: viram a cabecinha de lado. Sabe? Cabecinha de lado com olhar fraternal.



Dá medo, gente. Mas não reclamo não. Só acho pitoresco gente que mal dava bom dia ficar tão emocionado com a gravidez alheia. Ainda estou descobrindo todas as nuances desse processo.

Já que estou num momento sincero (e pau no cu, ops, grávida falando palavrão, que feia), também não acho mulher grávida bonita, mas as pessoas se chocam quando eu falo isso. Tenho pânico daquela barrigona, não consigo ver beleza, mas enfim, opinião pessoal. Não ficarei bonita. Vou virar uma batata inglesa. Mas agradecerei em caso de elogios mesmo assim.



Aninha