Mais um obstetra, dessa vez um homem.
A essa altura, após duas médicas frias e secas, eu já tinha mudado minha opinião sobre preferir uma médica mulher. Agora quero apenas um médico que sorria, pode ser até assexuado.
O obstetra do dia foi super mega indicado e por isso estava com expectativa alta.
De fato, ele foi super solícito e simpático.
Conversou bastante e me deu espaço pra fazer mil perguntas, sem pressa pra me dispensar.
A consulta foi longa, muitas recomendações e mais exames. Ele também me alertou da possibilidade de um parto prematuro, por conta do colo encurtado. Muitos exames pra acompanhar bem essa evolução.
O momento mais esperado por mim é a hora de ouvir o coraçãozinho. Tão lindo, tão bom saber que está batendo forte, rápido como deve ser. Mãe neurótica, já sou.
O obstetra fez mil contas, elevou a quarta potência, aplicou dois teoremas e setenciou: 15 semanas, cravado. Toda quarta-feira eu completo semanas. E se a sexta-feira sempre foi o dia mais esperado por mim, well, acabou de perder o posto.
Anseio pela quarta.
Quero que o tempo passe, quero ver a barriga crescer, sentir os primeiros chutes.
A cada quarta-feira que passa, mais próxima estou do grande encontro.
Na saída do hospital, lá estava o arco-íris mais lindo, enorme e colorido que já vi na vida.
Fiquei hipnotizada por ele, e mesmo dirigindo o segui com os olhos até onde pude.
Bom sinal.
Bom sinal.
Aninha
