Quem é vivo sempre aparece. Sumi, mas sempre volto. E olha que ironia, estou atrasada para contar a notícia mais importante de toda a minha vida.
Como o babado é velho, vamos direto ao assunto?
Foi assim, após dias me sentindo estranha, passei na farmácia e ops:
| Amor, tô grávida |
Não foi planejado, não era esperado, mas é muitíssimo bem-vindo. Muito mais do que bem-vindo. Agora que já se passou mais de um mês da descoberta, a notícia já não assusta mais (tá, ainda assusta um tiquinho), e toda uma mudança física e psicológica está acontecendo comigo. Me sinto outra pessoa. Eu sou uma nova pessoa.
Dia 14/04 descobrimos a gravidez. Primeiro no exame de farmácia, que acusou em poucos segundos os dois pauzinhos que mudariam minha vida. Incrédula, fui na mesma noite ao hospital, e o exame de sangue comprovou. Gravidíssima, de 10 semanas. Passamos três dias em choque, digerindo a informação. Não estávamos preparados! Nosso planejamento era ter filhos apenas em 2013. Mesmo estando casados, casa nova pronta, ambos empregados e né, balzaca, é o tipo de notícia que assusta de início. Mas no dia 17, domingo, tudo mudou. Tive um sangramento e a possibilidade de perder esse bebê me deixou desesperada como nunca. O caminho para o hospital foi o mais longo e mais tenso da vida. A espera do médica foi difícil. Eu chorava e pensava: não quero perder, eu quero esse filho!
Entendi que nesse dia nasceu uma mãe.
E dali em diante, cada minuto que passou foi um minuto de transformação. Meu corpo está mudando, mas é a mudança na minha cabeça que mais me espanta! Quem me conhece sabe, nunca fui maternal. Bebês não me comoviam. Ter filhos era pra mim um caminho natural da vida, e não um sonho. Mas a natureza se encarrega de mostrar que o instinto maternal é o mais forte entre os instintos.
Não passo um dia sem chorar (ai, que hormônios).
Não passo uma hora sem passar a mão a barriga, me perguntando se está tudo bem.
Não passo um minuto sem pensar como será a carinha dele...
E não passo um segundo sequer sem amá-lo profundamente.
Grávida e muito, muito feliz.
Aninha
PS: Quero guardar todas as recordações que eu puder. Por isso, os posts serão publicados com data retroativa, pra compensar a ausência e também pra eu não perder o registro desses dias tão especiais. O post de hoje foi escrito em 21/05 e publicado como 14/04/11.
