Como forma de refúgio e para não encarar a realidade, construí um castelo de vidro. Nada me atingia.
Nesse castelo não havia espelho. Assim eu não precisava olhar nos meus próprios olhos.
A vida era tranquila, descomplicada, leve. A arte de se enganar.
Mas o castelo, assim como o anel da cantiga, era vidro e se quebrou.
E lá estava ela, a realidade. Dura, fria, implacável. Não deu chance para desviar, dessa vez foi preciso abrir bem os olhos e enxergá-la.
E a realidade, esperta que é, nunca chega sozinha. Veio acompanhada de medo, dor, rancor, raiva.
E culpa, muita culpa.
A pior de todas as culpas.
Vivi o irreal por um tempo. Mas acordei.
Não fugirei mais.
PS: Já que sempre perguntam quando choramingo por aqui, já aviso antes: não, não tem nada a ver com meu casamento. Ricardo nunca é o problema, ele é sempre a solução e o acalento diário no meu coração. E agradeço se não perguntar. O desabafo pode ser público, mas o que originou é íntimo.


2 comentários:
OK nada de perguntas... mas vc sabe né "tamo ai". Conte comigo Caira ;)
concordo! naada e ficar expondo a vida! intimidade e respeito.
Postar um comentário