segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O castelo de vidro e outras fábulas mentirosas

Como forma de refúgio e para não encarar a realidade, construí um castelo de vidro. Nada me atingia
Nesse castelo não havia espelho. Assim eu não precisava olhar nos meus próprios olhos.
A vida era tranquila, descomplicada, leve. A arte de se enganar.

Mas o castelo, assim como o anel da cantiga, era vidro e se quebrou.
E lá estava ela, a realidade. Dura, fria, implacável. Não deu chance para desviar, dessa vez foi preciso abrir bem os olhos e enxergá-la.

E a realidade, esperta que é, nunca chega sozinha. Veio acompanhada de medo, dor, rancor, raiva.
E culpa, muita culpa.
A pior de todas as culpas.

Vivi o irreal por um tempo. Mas acordei.


Não fugirei mais.

Aninha


PS: Já que sempre perguntam quando choramingo por aqui, já aviso antes: não, não tem nada a ver com meu casamento. Ricardo nunca é o problema, ele é sempre a solução e o acalento diário no meu coração. E agradeço se não perguntar. O desabafo pode ser público, mas o que originou é íntimo.

2 comentários:

ღ Gisa disse...

OK nada de perguntas... mas vc sabe né "tamo ai". Conte comigo Caira ;)

Vitoria Portes disse...

concordo! naada e ficar expondo a vida! intimidade e respeito.