terça-feira, 20 de julho de 2010

Doces e Guloseimas em Paris

Não é novidade pra ninguém que sou uma formiga, devoradora master de açúcar. E doce pra mim não se resume a cholocate e suas variações. Adoro especialmente os doces regionais, feitos a base de frutas, como doce da mamão, de casca de laranja, de abóbora e por aí vai.

Gosto mesmo e se eu não controlar o consumo, prevejo um futuro diabético.

Antes da viagem a Paris eu estudei bastante. Li tudo, tudo sobre a cidade, entrei em blogs especializados em dicas de viagem, sobretudo o Conexão Paris, que super recomendo. Nessas leituras as pessoas comentavam de lugares tem-que-ir e comidas tem-que-provar. E no quesito doces, os mais citados disparado eram os macarons, o doce Mont Blanc e o chocolate quente da Angelina, os crepes típicamente franceses, além do famoso creme bruleé.

Era mais do necessário provar todos, era questão de vida ou morte. E sim, e eu consegui! Não à toa voltei com 3kg a mais.

Os macarrons mais badalados, são, de longe, os da Ladureé. A visita a essa tradicionalíssima confeitaria por si só já é um passeio válido. O local é lindo, antigo, chique. Sempre tem uma fila enorme para entrar lá, mas conseguimos chegar cedo e pegamos uma mesa vazia. Comi vários macarons, mas ainda assim menos do que gostaria. A vontade é de comer mil. Eu os adorei, apesar que comi um de baunilha na Angelina que pareceu ainda melhor que os da Ladureé. Mas todos são deliciosos, derretem na boca e ai, são tããaoooo parisienses!

História triste 01: dias atrás fui a Confeitaria Francesa aqui em Bsb e perguntei se eles não fazia macarons. "NÃO!", respondeu a senhora. Tipo, a confeitaria que se diz francesa faz cupcakes, um doce americano, mas não faz macarons. Vai entender.

História mais triste ainda 02: Macaron é um treco caro, viu? A unidade pequena custa alguns euros, o grande então... mesmo assim, montei duas caixinhas de macaron para trazer de presente, sendo uma pra mim, claro! Mas elas jamais chegaram ao seu destino final, já que a espertona deixou a sacola dos macarons no banheiro do Aerporto de Madrid, durante a conexão. Kuén. Fiquei arrasada.

Caixinhas de macarons vistas pela última vez

O doce Mont Blanc e o chocolate quente mais famoso são os da confeitaria Angelina, lugar igualmente lindo, antigo e chique. Nesse pegamos fila pra entrar. O chocolate quente (chamado "africano") é realmente dos deuses, encorpado, grosso, bem forte. Eu queria encher uma garrafa pet com ele e botar na mala. O doce Mont Blanc é feito com suspiros, chocolate, castanha.. só coisa boa. Porém, a combinação não funcionou. Passei mal (mesmo!) com o excesso de açúcar e tive que deixar doce quase intacto.
Eu não tinha lido o aviso da Lina do Coneção Paris, mas mesmo que tivesse, eu pediria mesmo assim:
"Mas, cuidado, não peçam um africano com um mont blanc, choque calórico forte demais. Um chá é a bebida ideal para acompanhar esta pâtisserie."
Realmente, ela tem razão. Quando a atendente foi recolher os itens da minha mesa, ela olhou o Mont Blanc quase inteiro e me perguntou "too much?", e eu com cara de quem está passando mal "yeaaaaahhhhh, too much". Recomendo tomar o africano e pedir o Mont Blanc numa marmita pra mais tarde.

A festa do açúcar no Angelina

Os crepes estão por todo lugar, mas especialmente nos pontos onde há mais movimento de turistas. Nesses lugares você vê um a cada cinco passos (juro!). A massa é diferente da nossa, bem mais mole e grossa. Eu gostei, nem sempre gosto da massa crocante daqui. Num passeio por Montmartre, olhei o cardápio e pedi um crepe sucreé. O moço então abriu a massa e jogou um quilo de açúcar. Esperou derreter e me deu. "Crepe de açúcar??????", perguntou o marido. É, de açúcar, me deixa. Amei, achei que casou bem com a massa deles. Passei o resto dos dias sonhando com mais crepe sucreé. Ah, uma coisa a ressaltar: sim, quem faz o crepe pega o dinheiro e te dá o troco com a mesma mão, sem lavar. E ninguém acha estranho. Eu já estava avisada e nem liguei. Quem tá na chuva é pra se molhar.

Tio, rola um crepe sucreé??

Por último, o creme bruleé. Aqui é uma sobremesa cara e chique. Lá está por todos os lados. Comi um muito gostoso num quiosque no jardins de Tuilierie. Sendo beeeeeeeem sincera, parece um flan de baunilha, aqueles que tem no mercado, de potinho. A diferença é a casquinha de açúcar que vem por cima, uma calda dura que você tem que quebrar. É uma delícia também, típico doce que eu gosto: molhadinho, leve, gostinho de baunilha. Nham!


No geral, amei as sobremesas francesas. Comi outras, mas resolvi falar só das mais famosas. É tudo muito bem feito, com uma apresentação incrível, para encher os olhos mesmo. Mas a verdade tem que ser dita, ainda não experimentei nada que supere três doces bem brasileirinhos: pudim de leite condensado, brigadeiro e paçoca, hahahaha! Acho que meu paladar não é dos mais sofisticados...
Aninha

Um comentário:

Anônimo disse...

Olá, Ana voçê poderia fazer um post sobre sua hospedagem pra nós, sobre o hotel, valores, o que vc indica pra nós que gostariamos de ir a Fraça. Outro assusto que vi no seu blog foi sobre sua derme, pode nos indicar alguma dermatologista aqui em BSB. Obrigada!